Morte
E no fim o ultraje Guia-me na minha viagem Oh, Santos Demônios do fim No Paraíso do Inferno, enfim
Angústia, dor ou desespero Nada daquilo que espero Paz, redenção e poder Tudo pelo fato de não crer
Nas virtudes do Rei teocrático Não passa de deus autoritário No caixão rumo ao meu buraco Onde espero o momento da dor
Ou do ódio em meus olhos com furor Meus demônios agora pedem agonia Trancados na carne agora fria E os padres suplicam meu perdão
Mas grito com ira: "Agora não"! Meu orgulho segue vivo até o Céu No trono do Inferno como réu Lúcifer, sorrindo, jorra sangue
Nazareno tenta com raiva forte Impedindo o rival que ele ganhe Minha alma no dia de minha morte
Guilherme Peccatorum
- Postado por: Meny e Kel às 16h25
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Noite em Chamas
Quente noite do julgamento Dos atos, cadáveres ao vento Sorrindo com olhos em brasas Tua fúria batendo grandes asas
Voando no céu desta noite Rajadas de fogo na terra borbulhante Pelo ódio do orgulho ferido Minha alma e corpo combalido
Destruindo o corpo por espaço A fúria desperta de teu casco Corrompe o mundo por vingança Transformando noite em chamas
A cicatriz no âmago que grita No desespero profundo onde fica Somente tua morte sacia meu desejo Orgulho forte que tanto almejo
Pagarás com lágrimas de sangue E esta noite será lembrada Até o juízo dos cadáveres em brasa Sorrindo, beberei teu despero
Morra, Oh, fada de minha angústia Os demônios aguardam minha resposta Meu orgulho ordena tua tortura Minha alma suplica tua desgraça
Guilherme Peccatorum
- Postado por: Meny e Kel às 16h25
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Olhares Perdidos
Reflexos nítidos, insolúveis e profundos Eu os vejo no orvalho da minha madrugada Enxergo-os nos cristais de prismas, no brilho mudo Vejo as luzes transparecerem por entre as gotículas Numa garoa fina que rasga a luz dos faróis O vermelho das luzes pulsantes que me ofuscam Em sua fragilidade tão massacrante... Olhos de desprezo para um condenado... Reflexos incontidos em retrovisores Prantos reprimidos em meio às dores Exaustão criada em combustão Escárnio maldito, vazado de um grito, De um berro insano, que escorreu pelo cano Gotejou em minha alma e inundou meu coração Reflexos feridos, trincados e partidos: Com minhas mãos maculadas de sangue Minha represália justa fulminou a bestialidade, A falsidade: todos os escrúpulos desvaneceram! Reflexos infelizes os que vejo, Realidade demente a que vivo, Restos de alguém... O que sou.
José Gabriel Navarro
- Postado por: Meny e Kel às 16h24
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Criaturas
Noturnos Sinistros Andantes Observando Onde quer que vá, eles estarão lá Para onde quer que olhe é...elas estarão lá
O frio que você sente quando caminha no escuro É o hálito gélido das criaturas Olhos que acompanham Seguem, perseguem E nunca deixam que ande sozinho Em dias de chuva elas andam com você Em dias de sol, elas se escondem nos becos No escuro de seu quarto tens a sensação de que alguém passou na porta
No silêncio da madrugada, sons te despertam São as criaturas que te olham Que te desejam Que velam teu sono E quando te acordas assustado São elas que te tocaram a face Foram seus dedos gélidos
E o arrepio que sentes É o sussurro da promessa De um dia...ou noite Deixar que olhe em seus olhos E escolha a obscuridade também Não há como fugir Elas estão lá o tempo todo.
Autor Desconhecido
- Postado por: Meny e Kel às 16h24
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Nas Profundezas do Silêncio
No reflexo de um espelho Quebrado pela vida Vermelhas são as lágrimas que vejo Sinais tocantes da melancolia
Ao redor de um quarto escuro Papéis rasgados jogados pelo chão Paredes sujas com um sangue impuro Atos desesperados de redenção
Nas profundezas do silêncio te procuro Gritos ecoam no vazio Vozes distantes em ouvidos surdos Eis que há alguém escondido neste labirinto
Sou um vulto negro em meio a multidão Pequena luz que se acende Eu te observo almejando proteção Preciosa alma que me compreende
Amor sublime que suavemente invade meu peito Tristeza que ainda em meu coração jaz Partirá afogada por nossos doces momentos Você é a única que me trará paz
Luciana Die
- Postado por: Meny e Kel às 16h23
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- Postado por: Meny e Kel às 16h22
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